sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aos trinta


Não sei que eu quero ser, mas sei exatamente o que não quero me tornar.
Não quero ser ranzinza e fazer da minha vida um martírio.
Não quero ser um fardo pras pessoas ao meu redor.
E não quero me sentir infeliz, insatisfeita e só.
Aos trinta quero preservar esse sorriso muitas vezes elogiado.
Essa malandragem que me faz ser maleável flexível e ter um leque de opções.
Quero esse meu brilho no olhar mesmo depois do mundo ter desmoronado na minha cabeça.
Quero essa minha capacidade de fazer o errado sempre sair certo, mesmo de um jeito torto.
Quero essa minha teimosia doida que as pessoas chamam de perseverança.
Isso... Aos trinta não serei executiva, medica muito menos advogada renomada. Mas serei feliz, plena e realizada. E o principal, não estarei arrependida ou ressentida do caminho trilhado, porque todas as escolhas terão sido minhas, só minhas e de mais ninguém...

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que estraga é a espera...


"Eu não: quero é uma realidade inventada."
Clarice Lispector

E é inspirada, até mesmo sem saber, nessa frase que invento uma realidade diariamente.
Se essa me faz feliz? Sinceramente não sei.Mas me fez muita criativa,confesso.

:D
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Desabafo


E realmente estou cansada dessa vida virtual.
Não vejo mais graça em scraps.
Não me emociono com depoimentos.
Não sintonizo com nenhuma comunidade.
Gosto mesmo é da voz dizendo saudades e que de alguma forma faço falta.
Sinto falta dos bilhetinhos muitas vezes indescifravéis,mas escrito de próprio punho.
Quero um abraço de verdade, um beijo de verdade,
um olhar de verdade, e não letras que os simbolizem.
Quero o contato intenso, o sentimento verdadeiro e o aperto de mão leal que os modernos meios de comunição tornaram raro.
Mas sinto falta principalmente da minha privacidade, onde ninguém podia especular e assim achar-se no direito de me prejudicar.
Quero lealdade e confiança sem fim, não quero ler em algum scrabook perdido algo que me chatei sem ao menos saber exatamente do que se trata.Chega de catar pessoas, chega de tentar de descobrir o quanto sou importante, e se estão sendo sinceros!
Portanto não estranhe se minha vida virtual se esvair.Acredite essa não me faz mais nenhuma falta.
A partir de hoje quero só que for real e inteiro ao em partes e cibérnetico dispenso e mando lembraças...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tang


Obrigada por tamanha sinceridade, lealdade e parceria.
Obrigada pelos sorrisos, pelas brincadeiras e pelas orgias.
Obrigada pelos colos, pelos beijos, pela proteção.
Obrigada por estar perto, por não me deixar desistir e obrigada pelo empurrão.
Mas principalmente obrigada por achar estar sempre certo, não me ouvir, não partir, na minha vida persistir e hoje dela a alegria ser razão.
Agradeço por cada minuto de dedicação, e meu coração meio que sem jeito te pedi pra não ir embora não. Mesmo que não acredites faria um faltão.
Não é só um “mimimi” ou um mero “xalalá”. Só queria pra ti lembrar que tudo que falei foi verdadeiro era só observar o meu olhar. Mesmo assim se precisar tudo deixar,ou se eu sem querer o encanto quebrar,fica aqui registrado a importância que teve e a lacuna que vai se ficar. Enfim só queria mostrar que realmente foi e é especial e que na minha vida o teu espaço guardado está e que nela não passou só por passar...

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sábado, 26 de dezembro de 2009

O que estraga é a comparação.


Não tínhamos uma certidão de casamento, aliança, compromisso ou algo do tipo. No entanto tínhamos manhãs apaixonadas que causavam inveja, tardes engraçadas que levavam o stress, noites longas no MSN falando qualquer coisa.
Tínhamos conversas de gente grande, sonhos de gente pequena (crianças) e uma vontade enorme de que tudo desse certo.
Afinidade absoluta diria. Porque o que pensávamos diferente completava,acrescentava, amadurecia.
Como era bom o solzinho do fim do dia e a garrafa de chimarrão.
Como era boa a sessão vídeos engraçados.
As piadas sem graça e as vãs promessas, sem nenhuma necessidade de acontecer.
Não tínhamos uma certidão de casamento, uma aliança, se quer um compromisso, mas tínhamos um sentimento. Um pelo outro, o outro pelo um. Foi o que fez tudo valer a pena e hoje ser lembrado com carinho. Tínhamos um ao outro e isso, apenas isso, bastava...

You make it hard to see
Where I belong to
When I'm not around you
It's like I'm alone with me

But I never told you
What I should have said
No, I never told you
I just held it in



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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Desculpe estranho eu voltei mais puro do céu...


Sempre fui do tipo que gostava de colecionar. Não importando a quem fosse fazer chorar. Bom mesmo era estar no controle e aproveitar-me da situação. Gostava do tipo poderosa que fazia. Naquela época não havia xalalá que me comovesse. Nem carinho que me fizesse mudar de idéia e abrir mão da minha razão.
Mal sabia eu que essa pose um dia passaria e por fim até me assustaria...
Descobri depois de muito que ser forte não faz assim tanto sentindo, se perde um pouco do que poderia se ter. Ser como fui me fez desconfiar de tudo e perder o que poderia de melhor ganhar.
Realmente procuro motivos para me sentir mal e não gosto de encarar porque bem lá no fundo ainda não sei como lidar com tamanha pureza alcançada. Só penso no ruim por um dia ter feito mal.
Sim fico feliz por ter mudado a ponto de hoje ser essa preocupação extrema. Embora essa mudança ainda me faça não realizar algumas coisas, sei que estou no caminho certo e me sinto muito confortável por ser e hoje querer sempre ser melhor do que posso.
Sei que não farei sofrer, não trago mais isso comigo. Mas como evitar pensar que eu posso ser a vitima dessa vez.
O jeito é deixar fluir. Trancar sentimento não vai me levar a lugar nenhum, e nesse momento ficar parada no mesmo lugar é tudo que eu menos quero tudo está indo bem, tudo está indo em frente, não deixarei que o medo me puxe pra trás em nenhuma ocasião.
Se no fim nada der certo, pelo menos terei dado e vivido o maximo e guardarei comigo a certeza de que cada segundo valeu a pena.
Deixarei minhas armas e escudos de lado, esperarei o sol brilhar e abrirei as cortinas para a luz entrar.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A gente é que complica

A vida é tão fácil. O problema somos nós que costumamos querer complicá-la. Basta viver. Viver e deixar que as coisas aconteçam naturalmente.
Vivemos sempre em busca da tal felicidade, mas nunca nos damos conta de que as vezes ela está muito mais perto do que imaginamos. Um abraço, um elogio, um agradecimento, uma prova de amizade... Que outro nome tem isso se não felicidade? Quanto ao ser feliz de fato sem alguém pra amar ser verdadeiro, até concordo. Contudo, observando as pessoas à nossa volta, facilmente vemos que não é assim tão difícil encontrar a pessoa certa. Ou melhor, é muito fácil identificar quais são as erradas. E ao identifíca-las, riscamo-as de nossas listas de pessoas certas, pois a felicidade na maioria das vezes, não pode esperar que uma pessoa errada enxergue os sinais que geralmente só não parecem mais nítidos do que uma lâmpada acesa em pleno dia de céu limpo. Disfarçamos, mudamos de assunto. Muito mais fácil do que demonstrar fraquezas é fingir-se fortíssimo.
Ao final, tudo dará certo. Por eliminiação, alguma pessoa certa (ou quase isso) todo mundo há de encontrar por aí. Ás erradas (ou meio-certas) podemos oferecer, em alguns casos, até um pouco de nossa felicidade. Porém, por situações que a vida apresenta, esta certamente terá prazo de validade.

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