sábado, 31 de julho de 2010

Avalon


A Avalon, morada das fadas, só se chega por acaso, pois é impossível encontrar o caminho sem se perder. Ana Maria Machado.

Estaria eu aos poucos chegando em Avalon?No fundo não creio muito nessa possibilidade. Acreditar que alguém tão racional tenha se perdido de repente num mundo fantasia é um pouco dificil. Posso dizer que estive chegando mas algo no caminho me fez recuar.Se continuo no caminho? Tento ardoamente seguir naquela direção.
No entanto tem algo diferente,as coisas não são mais as mesmas,eu não me sinto a mesma. Confesso que por várias vezes me peguei pensando no "se" e "será". E questiono frequentemente:a culpa é minha? A resposta vem quase que instantanea...SIM,não adianta culpar quem espera ali na esquina,a escolha fui eu quem fiz. Agora é ir se moldando a nova situação e descobri,com uma olhada mais vagarosa, que nem tudo está tão diferente quanto se imagina que esteja...


01
:)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Restart


Gosto da nova vida que levo, na verdade aprendi a gostar.
Conheci o novo, o diferente e acabei encantada.
Foi bom, é bom, mas confesso que não sei por quanto tempo agüentarei.
Dizem que rapadura é doce, acreditem, não é mole não.
Demorei, fui longe, no entanto encontrei o meu caminho. Aprendi muito, creio que ainda tenho a aprender, novos valores adquiri. As velhas pessoas aprendi a amar. Respeito e admiro o esforço feito. Mas volto a dizer que não sei se vou agüentar.
Não posso também ter medo do que me aguarda no retorno, umas das lições aprendidas foi que começar do nada não tira pedaço, não faz mal, pelo contrario edifica e faz forte. Renova as esperanças e dá a coragem necessária pra seguir em frente.
Sentirei falta da vida solitária e pacata, mas duvido que haja coisa melhor nesse mundo do que o aconchego de um colinho real e verdadeiro.
No fim também decidi que não quero mais ter gatos, nem uma poltrona perto de um janelão com uma paisagem dos sonhos, muito menos aquela estante cheia de livros e algumas bebidas. Quero uma vida nova e nova de verdade daqui pra frente.
Serei melhor. Darei o meu melhor, desde que eu posso voltar, e ser tudo que sou aqui lá, ser tudo que aprendi ser, ser de verdade o que tanto me encantei e o que tanto quis e o que tanto ainda quero...


“Quando estou triste, me calo.
Prefiro que seja assim...
Na verdade eu tenho é medo
de falar coisas ruins.
E se choro é escondido
não gosto de repartir minha dor...
Prefiro dar aos que amo
uma boa fatia de
Amor...”

sábado, 6 de março de 2010

O fim sem começo.



E quem não sabia que não era ela que ele queria?
No fundo a menina por mais que tivesse aparentemente feliz, não tinha como não evitar ver o fim.
O menino nunca deu bola para o que falava a menina, fazia caras e bocas e ainda batia o pé no chão.
A menina foi cansando, desgastando aos poucos se afastando, já não querendo tanto, talvez nem querendo mais, justamente por saber que aquele pé não daria frutos.
Podia sim a menina estar enganada, mas os fatos eram evidentes, só não via quem queria. A menina foi a válvula de escape.
Quando se deu por conta do que acontecia resolveu dar um basta, afinal ela já tinha determinado que não queria mais o papel de coadjuvante, por mais que esse também tivesse seu reconhecimento e naquele momento total valor.
A menina não sabia o que tava acontecendo, mas sentia como nunca que era a hora do adeus...
O menino não pertencia a ela, pertencia não restavam dúvidas.
Descobriu então que valerá a pena cada minuto, cada segundo e diferente do menino, não tinha na memória nenhum momento ruim ou que não tivesse sido bom.
De tudo a menina escolheu a melhor parte e essa não lhe será tirada. É certo que a saudade ia bater e as coisas entre eles iriam mudar, muito mais do que o menino pudesse imaginar, mas não adiantava negar o fim, se não já tivesse acontecido, era próximo e triste porque ali existiu um amor o qual o menino nunca acreditou, sempre pôs a prova e assim mal pode aproveitar.
A menina poderia ter sido muito mais se o menino tivesse permitido e o menino poderia ter sido muito além do que a menina jamais poderia sonhar...
01
:D

quinta-feira, 4 de março de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aos trinta


Não sei que eu quero ser, mas sei exatamente o que não quero me tornar.
Não quero ser ranzinza e fazer da minha vida um martírio.
Não quero ser um fardo pras pessoas ao meu redor.
E não quero me sentir infeliz, insatisfeita e só.
Aos trinta quero preservar esse sorriso muitas vezes elogiado.
Essa malandragem que me faz ser maleável flexível e ter um leque de opções.
Quero esse meu brilho no olhar mesmo depois do mundo ter desmoronado na minha cabeça.
Quero essa minha capacidade de fazer o errado sempre sair certo, mesmo de um jeito torto.
Quero essa minha teimosia doida que as pessoas chamam de perseverança.
Isso... Aos trinta não serei executiva, medica muito menos advogada renomada. Mas serei feliz, plena e realizada. E o principal, não estarei arrependida ou ressentida do caminho trilhado, porque todas as escolhas terão sido minhas, só minhas e de mais ninguém...

01
:D

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que estraga é a espera...


"Eu não: quero é uma realidade inventada."
Clarice Lispector

E é inspirada, até mesmo sem saber, nessa frase que invento uma realidade diariamente.
Se essa me faz feliz? Sinceramente não sei.Mas me fez muita criativa,confesso.

:D
01

domingo, 17 de janeiro de 2010

Desabafo


E realmente estou cansada dessa vida virtual.
Não vejo mais graça em scraps.
Não me emociono com depoimentos.
Não sintonizo com nenhuma comunidade.
Gosto mesmo é da voz dizendo saudades e que de alguma forma faço falta.
Sinto falta dos bilhetinhos muitas vezes indescifravéis,mas escrito de próprio punho.
Quero um abraço de verdade, um beijo de verdade,
um olhar de verdade, e não letras que os simbolizem.
Quero o contato intenso, o sentimento verdadeiro e o aperto de mão leal que os modernos meios de comunição tornaram raro.
Mas sinto falta principalmente da minha privacidade, onde ninguém podia especular e assim achar-se no direito de me prejudicar.
Quero lealdade e confiança sem fim, não quero ler em algum scrabook perdido algo que me chatei sem ao menos saber exatamente do que se trata.Chega de catar pessoas, chega de tentar de descobrir o quanto sou importante, e se estão sendo sinceros!
Portanto não estranhe se minha vida virtual se esvair.Acredite essa não me faz mais nenhuma falta.
A partir de hoje quero só que for real e inteiro ao em partes e cibérnetico dispenso e mando lembraças...